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Quanto custa um NAT Gateway e quando VPC endpoints podem reduzir a conta

Separe custo fixo, processamento por GB e tráfego cross-AZ para comparar NAT Gateway, gateway endpoints e interface endpoints com a topologia correta.

O custo de saída de uma sub-rede privada não é apenas “preço por GB”. Um NAT Gateway normalmente combina cobrança por hora provisionada e por volume processado; uma topologia centralizada ainda pode adicionar transferência entre zonas de disponibilidade. VPC endpoints mudam o caminho do tráfego, mas gateway endpoints e interface endpoints têm compatibilidade e preços diferentes.

Por isso, a pergunta útil não é “endpoint é mais barato?”. É: qual tráfego pode usar qual endpoint, em quantas zonas e com qual custo fixo e marginal? A calculadora de NAT Gateway e VPC endpoints mantém essas parcelas separadas e pede que você informe os preços vigentes.

Desenhe o caminho antes de calcular

Liste cada origem, destino e zona de disponibilidade. Depois classifique o tráfego:

  • acesso geral à internet por IPv4 via NAT Gateway;
  • acesso a Amazon S3 ou DynamoDB elegível a gateway endpoint;
  • acesso a serviços compatíveis com AWS PrivateLink por interface endpoint;
  • tráfego que cruza zonas antes ou depois do componente de saída;
  • transferência ou processamento adicional cobrado pelo serviço de destino.

Um gateway endpoint oferece conectividade privada a S3 e DynamoDB, é associado a tabelas de rota e não tem cobrança adicional direta segundo a documentação oficial consultada. Ele não é um substituto universal do NAT. Interface endpoints criam interfaces de rede e atendem serviços compatíveis com PrivateLink; seu pricing inclui dimensão horária e processamento de dados.

Diagrama do tráfego de duas zonas para NAT Gateway, gateway endpoint e interface endpoint

O diagrama mostra caminhos possíveis, não uma arquitetura recomendada. Compatibilidade, DNS, políticas e alta disponibilidade precisam ser validados no projeto.

Fórmula do cenário NAT

Para uma topologia com um NAT por zona, o custo mensal mínimo modelado é:

NAT = quantidade de NATs × horas × preço/hora

+ dados processados × preço/GB

+ tráfego cross-AZ × preço cross-AZ/GB

Se há apenas um NAT central e workloads em outras zonas, registre explicitamente os GB que cruzam a zona. A orientação de custos da AWS recomenda avaliar a colocação do NAT na mesma zona dos recursos e, quando apropriado, um NAT por zona para reduzir tráfego inter-AZ e melhorar resiliência. Isso pode reduzir uma parcela variável, mas também multiplica a parcela horária. Não há resposta sem volume e requisito de disponibilidade.

Fórmula do cenário com endpoints

Para interface endpoints, uma aproximação auditável é:

interface = serviços × zonas × horas × preço por endpoint-hora

+ dados compatíveis × preço de processamento/GB

Gateway endpoints devem entrar apenas para os destinos compatíveis. Se a regra vigente indicar cobrança direta zero, registre zero no campo correspondente e mantenha o link oficial na memória do cálculo. Custos do S3, DynamoDB, transferência ou outros serviços continuam fora dessa parcela e não desaparecem por causa do endpoint.

Exemplo ilustrativo, sem tarifa AWS embutida

Considere uma aplicação em duas zonas que transfere 8 TB por mês, dos quais 5 TB vão para S3 e 3 TB para serviços com interface endpoint. O procedimento é:

  1. cotar dois NAT Gateways por todas as horas do mês e os 8 TB processados;
  2. cotar o desenho atual centralizado, incluindo os GB cross-AZ medidos;
  3. cotar um gateway endpoint para a parcela elegível de S3;
  4. cotar cada interface endpoint em cada zona e apenas os 3 TB compatíveis;
  5. comparar também disponibilidade, rotas, políticas e complexidade.

Os volumes são fictícios. Os preços precisam vir das páginas oficiais da região e data escolhidas. Se parte dos 8 TB não puder usar nenhum endpoint, ela ainda precisa de uma rota de saída e não pode ser silenciosamente removida da comparação.

Como encontrar o ponto de equilíbrio

Depois de separar fixo e variável, escreva cada alternativa como:

custo = parcela fixa + volume × custo marginal por GB

O ponto de cruzamento é:

(fixo dos endpoints − fixo do NAT) ÷ (marginal do NAT − marginal dos endpoints)

O resultado só faz sentido se o denominador for diferente de zero e o volume encontrado for não negativo. Ele também depende do percentual de tráfego realmente elegível aos endpoints. Um ponto de equilíbrio calculado com 100% de elegibilidade não vale quando metade dos destinos continua na internet.

Erros que distorcem a conta

  • contar um gateway endpoint como solução para qualquer serviço;
  • esquecer que interface endpoints se multiplicam por serviço e zona;
  • omitir o custo horário do NAT quando o tráfego é baixo;
  • omitir processamento por GB quando o tráfego é alto;
  • medir dados totais, mas não identificar a parcela cross-AZ;
  • comparar uma topologia redundante com outra de ponto único de falha;
  • somar a mesma transferência duas vezes ou removê-la sem confirmar a regra vigente.

Procedimento de revisão

Use métricas de rede de um período representativo, separe tráfego por destino e faça cenários de 50%, 100% e 150% do volume observado. Salve o número de zonas, endpoints, horas e preços unitários. Revise também regras de rota, DNS privado, security groups e políticas de endpoint. Antes de mudar produção, teste conectividade e registre rollback.

O menor total modelado é um sinal para investigar, não autorização para alterar a rede. O endpoint precisa atender o serviço e o padrão de acesso; o NAT continua necessário para destinos que não têm caminho privado compatível.

Fontes e vigência

Compatibilidade e estrutura de cobrança foram verificadas em 8 de agosto de 2026 na documentação oficial da AWS. Nenhuma tarifa foi transcrita. A estimativa é educativa e deve ser reconciliada com o AWS Pricing Calculator, métricas reais e uma revisão de arquitetura e segurança.